Queria lançar a discussão sobre o que tem o direito à denominação de “pastel de nata”. Começo assim por algumas definições, passando de seguida a uns comentários extra.
Pastel de nata – base de massa folhada e recheio de creme pasteleiro (farinha, ovo, açúcar e leite), cerca de 5 cm de diâmetro;
Pastel de Belém – idêntico ao pastel de nata, com receita secreta, confeccionado e distribuído unicamente na Confeitaria de Belém;
Tartes de nata – base de massa quebrada e recheio de creme pasteleiro, cerca de 10 cm de diâmetro nas doses individuais ou em tamanho familiar (por vezes também com massa folhada);
Bom bocado – base de massa quebrada e recheio de creme pasteleiro, cerca de 5 cm de diâmetro.
Na minha opinião, pode dizer-se que o pastel de Belém é um pastel de nata. Penso que estaremos de acordo que para muitos é “o” pastel de natal por excelência e por isso apresenta denominação própria e exclusiva. O pastel de Belém tem a particularidade de a sua qualidade diminuir exponencialmente com o tempo após confecção, o que aumenta a sua exclusividade em especial na distribuição e aumenta a mística, incentivando ao ritual de consumir nas premissas…
Por seu lado, as tartes de nata de tamanho familiar são por vezes chamadas mesmo de tarte de pastel de natal. Sendo as vantagens da massa quebrada, a cozedura mais homogénea e uma menor perda de qualidade da base de um dia para o outro.
O bom bocado é no fundo a redução da tarte de nata ao tamanho original do pastel de nata e apesar do nome mais a puxar ao “pecado” penso que dieteticamente até deve ser menos calórico já que a massa quebrada leva menos gordura.
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